sábado, 28 de fevereiro de 2009

Leopardo

Nome popular

Leopardo, pantera.

Nome científico

Panthera pardus.

Distribuição geográfica

Vive numa grande extensão do continente africano e em toda a parte meridional da Ásia, da Turquia à China, no Sri-Lanka e arquipélago de Sonda, na Indonésia, onde é muito comum o leopardo-negro (mais conhecido como pantera-negra).

Habitat

A variedade de ambientes onde vivem os leopardos também é grande: floresta tropical e savana na África; bosques frios de montanha e selva quente e úmida no sul da Ásia; altitudes pedregosas sem vegetação no Irã e Afeganistão.

Hábitos alimentares

Como vive em ambientes muito diversos, a alimentação do leopardo é também muito variada. Mas, em geral, suas presas são animais de tamanho médio como antílopes, cervos, macacos e cães.

Tamanho

Cerca de 1,5 metro.

Peso

Até 60 quilos.

Período de gestação

De 90 a 105 dias.

Número de filhotes

De 2 a 4.

Características da reprodução

Na fase em que está deixando de mamar, e ainda não aprendeu a caçar bem, um leopardo com fome devora até insetos.

Particularidades

Na Índia, há muitas histórias sobre a crueldade do leopardo, porém, nem todas imaginárias: quando invade uma zona habitada o leopardo espalha o terror, atacando indistintamente pessoas e gado. Mas o leopardo é um animal belo. Seus movimentos são graciosos: o modo de caminhar é harmonioso e o olhar fascinante. É parente próximo da onça-pintada (panthera onça), tanto que as únicas diferenças são que o leopardo tem um porte um pouco menor e apresenta pintas formadas por manchas circulares muito próximas. Na onça, ocorrem círculos com pontos dentro.

Ágil trepador, o leopardo passa a maior parte do tempo no topo das árvores, descansando, dormindo ou comendo sua presa. Em geral, prefere arrastá-las para lá, livrando-se, assim, da tarefa de dividi-las com os outros animais, ou evitar a cobiça de predadores como o leão (Panthera leo) e a Hiena, seus principais concorrentes.

A diminuição do número de leopardos tem como causa principal a caça desenfreada, motivada pelo alto valor comercial de sua pele. Segundo estudos recentes, as subespécies mais atingidas são o leopardo do norte da África, o da Arábia, o da Ásia Menor, o asiático e o do Sinai.

Durante muito tempo acreditou-se que o leopardo-africano (Panthera pardus pardus), a pantera-asiática (Panthera pardus orientalis) e a pantera-Negra fossem animais de espécies diferentes. Anos atrás, desfez-se a confusão: trata-se da mesma espécie, apenas o nome leopardo é usado no continente africano, e o de pantera é mais comum na Ásia. A pantera-Negra, ou leopardo-negro, é um leopardo que sofreu melanismo (fenômeno oposto ao albinismo).

Devido a vasta extensão geográfica em que o leopardo pode ser encontrado, existem várias subespécies (algumas delas já extintas). Como a classificação de subespécies é sempre polêmica entre os taxonomistas, não existe consenso entre os cientistas quanto à quantidade, mas a maioria parece concordar que são pelo menos 8. Para chegar à listagem abaixo, nós pesquisamos 4 listas de subespécies diferentes e consideramos aquelas que apareceram em pelo menos 3:

  • Panthera pardus adersi: Leopardo-de-Zanzibar (extinto).
  • Panthera pardus japonensis: Leopardo-do-norte-da-China.
  • Panthera pardus kotiya: Leopardo-do-Sri-Lanka.
  • Panthera pardus melas: Leopardo-de-Java.
  • Panthera pardus nimr: Leopardo-árabe.
  • Panthera pardus orientalis:Leopardo-asiático
  • Panthera pardus panthera: Leopardo-do-norte-da-África.
  • Panthera pardus pardus: Leopardo-africano.
  • Panthera pardus saxicolor: Leopardo-persa.
  • Panthera pardus tulliana: Leopardo-indo-europeu.

Para salvar as subespécies mais ameaçadas, em alguns países da Europa tenta-se a reprodução. O leopardo é muito comum em zoológicos, e a maior parte das subespécies reproduz-se bem em cativeiro.

As várias subespécies, distinguem-se pelo tamanho, cor da pelagem, desenho das manchas e comprimento do pêlo.

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